HTML e CSS 09: Registro, hospedagem e gerenciamento de conteúdo

1. Registro e hospedagem

Para se publicar um site é preciso cobrir alguns passos. Primeiro é preciso ter um domínio, depois é preciso ter uma hospedagem. Vamos ao primeiro.

O domínio corresponde a um nome que é utilizado para se localizar um ou mais computadores em uma rede. O endereço de um computador na web, na verdade corresponde a uma sequência de números, do tipo 201.99.34.102, mas estes números são muito difíceis de serem memorizados, daí o uso de domínios. Um exemplo de nome de domínio é www.globo.com

Quando você registra um domínio, é preciso identificar-se e informar a extensão do domínio que quer usar, como por exemplo, .com.br ou .net.ar, .co.uk e assim por diante. A terminação .br, como se sabe identifica um site brasileiro. Já a extensão .com indica que o site tem fins comerciais.

No Brasil, a autoridade que controla o sistema DNS é o registro.br. Neste site é possível criar um novo domínio, bem como descobrir a quem pertence um domínio já registrado.

O segundo passo é contratar um serviço de hospedagem. O serviço de hospedagem é responsável por manter os arquivos que constituem o site disponíveis para acesso ininterrupto na web. Também abriga outros serviços, como banco de dados, serviços de e-mail e vários outros recursos que a sua vida na web pode requisitar. Exemplos de serviços de hospedagem são, no Brasil, a Locaweb, e nos EUA, a Bluehost.

Estes serviços costumam oferecer vários planos de hospedagem, conforme as necessidades do cliente. Um site de uma loja online, por exemplo, requer cuidados diferentes de um site de um blog. Uma vez feito o contrato com o serviço de hospedagem, este envia um e-mail com os dados de utilização do serviço. Entre estes dados estão os números de DNS dos servidores primário e secundário. Estes números devem ser passados então ao registro.br que, por sua vez, passa a apontar o domínio registrado para o servidor do serviço de hospedagem. Assim que esta relação entre nome do domínio e endereço do servidor de hospedagem estiverem divulgados na internet, seu site poderá ser acessado por todos.


2. CMS: Content Management Systems

Traduzindo, Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo. CMSs formam uma classe de sites que permitem edição de seu conteúdo sem a intervenção de um designer, usando uma interface de administração onde os responsáveis pelo conteúdo podem publicar novas páginas, inserir fotos, vídeos, e tudo o mais que necessitarem.

Na verdade, você sabe do que estou falando: um blog é um tipo de CMS.

Um blog é um site dinâmico, pois busca seu conteúdo em um banco de dados e permite que você publique um post sem usar nenhum editor de HTML, nem enviar um novo arquivo via FTP.

Os wikis são outra classe de CMS. Os portais são outra e os fóruns outra. Os groupswares outra… O Blackboard da universidade é um CMS voltado para instituições de educação. Como você pode ver, as possibilidades dos CMS são muitas.

Vantagens dos CMS em relação aos sites estáticos:

  • Agilidade na edição de conteúdo por parte dos editores do site. Ex. O jornalista de um portal não precisa esperar o webdesigner formatar seu artigo para publicação; ele mesmo pode fazer isso, sem saber nada de HTML ou CSS.
  • Uso de soluções e arquiteturas pré-prontas e publicadas em regime open-source. Ocasiona diminuição no tempo de desenvolvimento. Ex. Quanto tempo você demora para botar um blog no ar (no portal blogger, por exemplo)? Minutos! E quanto tempo levaria para botar um site estático no ar? … muito mais…
  • Dinâmica global do site: o editor pode criar novos menus, instalar m?dulos novos, enfim, ir construindo seu site aos poucos, utilizando-se de código disponibilizado em regime open source.
  • Diminuição dos custos. Os custos com webdesigner são cortados (o webdesigner agora vai se preocupar em elaborar um bom template para o blog ou portal). O custo de desenvolvimento e manutenção também caem, uma vez que existem extensões, plugins e módulos que podem ser instalados nos melhores CMSs sem custo algum.

Pense bem, se você fosse o dono de um escritório de advocacia e desejasse escrever um artigo por semana e publicar em seu site, o que iria preferir? Publicá-lo diretamente (como num blog) ou enviar um DOC a um webdesigner para que ele o formatasse e, depois, o publicasse?

Alguns sites interessantes sobre CMSs:

A seguir, veremos as principais diferenças entre sites estáticos e dinâmicos.


3. Principais CMSs

Há uma infinidade de CMSs, como você pode ver nesta relação, no site CMSMatrix. Os mais populares são Joomla!, Drupal e WordPress.

Os dois primeiros são CMSs especializados em montar portais de alguma complexidade e ficarão fora de nosso escopo na disciplina.

O WordPress (assim como o TextPattern e o Movable Type) é um mecanismo voltado para blogs, mas é aberto o suficiente para usarmos sua instalação para um pequeno site de, digamos, um ou duas dezenas de p?ginas.

Se você ficou curioso sobre o assunto CMS, vale a pena consultar o site OpenSourceCMS, que é um dos mais completos no assunto. Seu recurso mais interessante é a possibilidade de usar cada dos CMSs disponíveis no mercado em caráter demo.

Assim, se você pretende usar um CMS para montar um site de um cliente, gaste um bom tempo na seleção do CMS que vai utilizar. A frustração de instalar e configurar um CMS para depois perceber que um certo recurso fundamental no site não é solúvel no CMS escolhido é enorme! Acredite!

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