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TED talks, e o Open Translation Project

Sou fã delcarado do TED, um site que promove palestras de pessoas muito interessantes e os divulga pela web. Os palestrantes são, geralmente, expoentes em suas áreas, gente que tem idéias novas e que, com elas, iluminam o nosso ponto de vista sobre as grandes questões, sobre nossa vida, sobre nossa atuação no mundo. Cheguei mesmo a traduzir algumas das paletras para português, que eles incluiram como legenda, para possibilitar o acesso de mais pessoas aos seus conteúdos.

Aliás, se você sabe inglês e tem a disponibilidade de fazer traduções para o TED, consulte o Open Translation Project. Eles têm um sistema muito bem organizado, no qual você tem acesso ao texto original em inglês e traduz linha por linha. A sincronização é automática e o resultado é muito bom. Depois da tradução, um revisor é apontado para fazer pequenas alterações caso estas se façam necessárias.

Se você conhece o site e já assistiu um sem número de videos interessantes, por que não retribuir o conhecimento que você obteve de graça participando da iniciativa? Pense que você estaria dando a muita gente a oportunidade de assistir e compreender melhor a palestra que escolheu para traduzir… e dar acesso à informação é uma das muitas formas de  mudar o mundo, certo?

iOS e Android, tudo ao contrário

Ontem li um artigo cujo título é Dez razões porque o iOS é melhor que o Android. O que mais me surpreendeu foi como seu autor interpretou os fatos de modo a fazer o título ter alguma sombra de razão. Vejamos. Estes são os motivos alegados pelo autor para nos convencer de sua tese. Abaixo, meus comentários sobre cada um.

1. O principal motivo para os fabricantes usarem Android é uma questão econômica – é de graça.

Sim, o sistema em si é de graça e a maioria de seus aplicativos também. Só não entendi como isto pode ser ruim. Nesta frase e nesta argumentação está embutida a idéia de que algo gratuito não pode ser bom. Por esta mesma lógica, o Gmail não seria um serviço de e-mail razoável, nem o Google Calendar algo útil, e nem o Google Maps, o YouTube, Reader, o News, o Earth… Recomendo a leitura do livro Free, de Chris Anderson, que aliás, pela mesma lógica, seria um livro péssimo, porque é distribuido de graça.

2. O dispositivo iOS é um dispositivo de uma companhia de tecnologia, e não de uma operadora.

É verdade. A palavra chave na frase acima é uma. Uma só companhia controla o que é feito para o iOS. Uma e só uma. Uma que, aliás, durante algum tempo, só vendeu iPhone através de uma só operadora, a AT&T. Novamente não entendi como ser um sistema aberto pode ser ruim…

3. Android não é sempre projetado para um dispositivo.

Neste caso, a tradução correta seria “para um único dispositivo”. Sim, sim, novamente estamos discutindo que o sistema não é fechado, feito para um só dispositivo. Se pensarmos, o Windows ou o Linux também não rodam só em micros fabricados pela Microsoft. Aliás, ops, a MS nem fabrica micros… e mesmo assim, os sistemas rodam. Pelo jeito, o autor do artigo pensa que um sistema operacional deve ser projetado apenas para um único dispositivo. Premissa curiosa…  Nosoutros, como se dizia antigamente, acreditamos que um sistema operacional que se preza pode funcionar em vários dispositivos. Porisso, justamente, ele poderia ser chamado de “sistema operacional”, por fazer a ponte entre um software e vários hardwares. Perceba que isto dá ao consumidor a chance de usar mais de um hardware… interessante este conceito… esta “tar” de concorrência.

4. O produtor do Android já tem outro OS na manga.

O autor se refere ao Chrome OS. E diz que o Google não vai mais dar bola ao Android quando o Chrome estiver pronto… Não entendi: o Google estaria condenado a só desenvolver um sistema operacional? Não pode fazer um OS pra dispositivos móveis? Quem faz um não pode fazer outro? Não seria ao contrário? O expertise no desenvolvimento de um sistema não poderia contribuir para o desenvolvimento de um segundo? Mas então a Apple não deveria focar somente nos tocadores de MP3? Isto é, se o seu iPod deu certo como produto (e obviamente deu, é um excelente produto) como pode conseguir fazer um bom celular, se já tinha feito um bom tocador de MP3? É, não entendi mesmo esta.

5. Um dispositivo Android sempre será um alvo móvel

Aqui o autor se refere à sucessão de versões que são disponibilizadas, e que você será compelido a estar sempre atualizado, etc. Esta não vou nem responder… nem precisa?

6. Fratura da plataforma e de suporte ao desenvolvimento.

Desta vez o autor se refere à diversidade de dispositivos que podem usar o Android e que, existindo tantos aparelhos diferentes, é impossível que o sistema rode bem em todos. Como já vimos, para o autor do artigo, um bom sistema operacional só pode rodar bem se for feito para um único dispositivo, com um único tamanho de tela, e uma única configuração de teclado. Bem, discordamos. Sistemas Linux, por exemplo, rodam bem em desktops e, quem diria, em notebooks também! E em várias configurações diferentes: uns tem um procesador, outros tem outro, uns tem tela de 14, outros de 15 e outros de 17… uma bagunça! E mesmo assim, um sistema operacional aberto consegue cobrir toda esta variedade, e ainda ser o sistema operacional mais popular do mundo em alguns nichos. E nem falei que existem distribuições diferentes do sistema baseadas em Linux: Ubuntu, Mandriva, Debian, Red Hat, etc. Pro raciocínio do autor isto seria impossível e, quem diria, existe e funciona!

7. Sem marca reconhecível

Caraca! Para o sujeito que escreveu o artigo, o sistema tem que ostentar uma marca! Pra que,  pra mostrar pros amigos… pra poder processar a empresa se algo der errado? Vejamos o exemplo do Apache, um software servidor http, de código aberto. Ele nunca se preocupou com a marca, talvez pelo motivo de nunca ter que fazê-lo, talvez simplesmente porque não objetiva o lucro. E o Apache é o líder absoluto em seu nicho: é o software mais usado no planeta como servidor web.

8. Interfaces não standard podem confundir usuários casuais

É verdade, existe uma curva de aprendizado quando nos deparamos com um nova interface. Mas estou certo de que este fato nunca impediu desenvolvedores (nem da Apple nem da Microsoft ou do Linux) de lançarem novas versões de suas interfaces. Sempre que mudamos de aparelho esperamos por uma interface diferente. Na verdade, um dos motivos de tanta gente comprar um novo celular todo ano é a esperança que a interface seja diferente, caso contrário, pra que gastar dinheiro? Bem, não sei quanto a vocês, mas eu gosto de interfaces novas, principalmente se forem também melhores. Aliás, se eu comprar um celular daqui a dois anos e a interface vier igual à de hoje, vou ficar puto!

9. Open source gerou um mercado  frágil para compradores

O autor afirma que não há espaço para inovação e criatividade no mercado Android se você não for um desenvolvedor grande e reconhecido. Hmmm. Como explicar então a variedade de softwares para Android? Isto está parecendo discurso do Steve Ballmer.

10. Distribuição não balanceada de versões do Android

Novamente, a história das versões. Nosso amigo afirma que nada garante que seu aplicativo Android de hoje rode no Android de amanhã. Bem, até certo ponto, isto é verdade, afinal, novas versões do OS se utilizam de novos recursos de hardware e, muitas vezes, requerem uma atualização dos softwares. Mas isto é verdade em qualquer sistema operacional. Ou os softwares que rodavam bem nos iPhones da primeira geração mantém a mesma versão para rodar  bem no iPhone 4 ? O autor afirma que o fato do fabricante do software ser o mesmo fabricante do hardware (no caso do iPhone) garante maior compatibilidade… *suspiro*. Amigo, se você comprar um headfone de uma geração do iPhone e tentar usar na próxima, ele já não funciona… às vezes nem encaixa, pois a Apple faz questão de criar novos plugs a cada versão de seu hardware para obrigar seu consumidor a comprar novos fones de tempos em tempos. E você vem me falar de versões de software…

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Enfim, me parece que o sujeito autor do artigo mencionado no começo deste post (cujo nome não encontrei ao longo do texto) simplesmente não está acostumado ao mundo open source. Não está acostumado a pensar que código aberto (na cabeça dele, um código macarrônico, feito por um bando de malucos desocupados) pode ser mais eficiente que uma solução feita a partir das cabeças coroadas e bem empregadas em uma única empresa, localizada nos EUA.

Vamos ver quem ganha a partida: uma arquitetura fechada, um mercado de software sob controle e censurado, a necessiade de paridade entre software e hardware, ou as soluções abertas, os códigos abertos, um mercado também aberto, e um modelo de negócio que não depende da aprovação do Steve Jobs pra existir.

Hoje, o anúncio da Apple, tão genial quando foi ao ar há décadas, poderia ter como Grande Irmão o próprio Steve, que quer controlar mercado, hardware e software.

Cufón resolve o problema da tipografia para a web

Acho que todos os interessados em design para a web sabem que, há tempos, os designers estão restritos ao uso de uma dezena de fontes para trabalhar em seus layouts. As linguagens que fazem codificação para as páginas web só conseguem enviar o nome da fonte para o usuário final. Assim, a fim de garantir que o usuário final veja o site de forma semelhante ao layout desejado, usamos fontes presentes nas instalações dos três sistemas operacionais mais comuns: Windows, Mac OS e as várias instalações Linux.

Há algum tempo eu havia pesquisado um pouco uma solução chamada sIFR, que usa javascript, flash e css para funcionar. No meu caso, o experimento resultou em frustração pois raramente as três linguagens/ferramentas entravam em acordo, e acabavam dando resultados muito diferentes em diferentes navegadores.

Mas, aparentemente, este drama acabou.

Neste fim de semana usei pela primeira vez o recurso do Cufón, que utiliza apenas javascript e, para minha surpresa, em três minutos estava tudo pronto e funcionando no servidor! Resumindo o processo, você converte a fonte desejada para um formato que o js possa manipular, hospeda a fonte neste outro formato, e a referencia através de um javascript. Na página do site você menciona quais tags CSS devem ser substituídas pela fonte codificada e está tudo pronto.

Se você é designer e ainda não usa o Cufón, deve estar querendo saber mais a respeito. Aí vão os links:

Para aprender como funcionar, nada como um video explicativo.

Também tem este texto em português, que percorre os mesmos passos. Se você é um designer muito cauteloso e quer saber mais sobre o recurso antes de gastar preciosos minutos implementando a solução, dê um pulo no site da Cufón e tire suas dúvidas a respeito.

Agora, se você usa o WordPress, existe uma implementação muito fácil através do plugin wp-cufon, que faz tudo sem que o designer meta a mão no código. De qualquer forma, vale a pena passar pela implementação “manual” para saber como o recurso funciona. Portanto, eu começaria pelo vídeo…

Sete plugins do Firefox para desenvolvedores

Depois de muito fuçar, sosseguei. Andei experimentando uns plugins, especialmente aqueles voltados para desenvolvimento web, e fiquei com estes cinco, que listo abaixo.

Delicious Bookmarks

Instala uns botõezinhos no navegador para facilitar o cadastramento de novos links e consulta aos já cadastrados. Uma mão na roda.

Screengrab

Captura de tela, leve e com algumas opções essenciais. Facilita a vida de quem quer trabalhar com imagens com resolução “para tela”.

Speed Dial

Monta uma página padrão com links para os sites que você quiser. Torna a navegação mais prática.

Web developer

O guru de todo desenvolvedor. Uma barra de ferramentas absolutamente essencial para qualquer desenvolvedor. A ferramenta que mais gosto e uso é a que mostra em qual arquivo e linha do CSS está guardado o estilo de um certo elemento na tela. A barra tem outras dúzias de recursos, de validadores de código e redimensionador de tamanho e tela. Resumindo, essencial.

Xmarks

Um serviço de bookmark, que guarda seus favoritos online. Se você se desloca ou usa mais de um computador, e deseja sincronizar seus favoritos entre eles, este é o plugin para você!

IE view lite

Permite que você veja a página aberta no Explorer. Ótimo para testar seu website rapidamente nos dois principais navegadores.

Map this

Muito prático. Selecione qualquer endereço de rua na web e clique com o botão direito, e escolha “map this”. Vai abrir o Google Maps, com o endereço aberto no mapa!

Recomendações na web colaborativa

Quando você coloca um link no seu blog para um site ou blog de um amigo, talvez você não saiba, mas está fazendo uma recomendação. Mecanismos de busca encaram este link como um “voto” pela relevância do conteúdo do blog do seu amigo. Afinal, se o tal blog tem vários links apontando para ele, deve ter um conteúdo interessante, assim “pensa” o mecanismo de busca.

O mesmo ocorre quando você lê uma notícia na web e é chamado a dar uma nota de zero a dez, ou “dizer” se gostou ou não. Os sites usam este recurso para avaliar seu próprio conteúdo, principalmente quando este é postado pelo público. Consegue assim, colocar seu conteúdo numa escala de relevância e oferecer apenas os itens mais interessantes.

As recomendações são um recurso muito popular nos sites web 2.0 e têm alguns propósitos. Primeiro, o de fazer emergir a sabedoria das multidões de James Surowiecki ou a inteligência coletiva de Pierre Lévy. Isto é, fazer vir à tona um conhecimento que está pulverizado na multidão.

Se cada um der o seu voto, o site saberá a importância que o tal artigo, vídeo ou post tem para esta mesma multidão.

Organizando conteúdo gerado pelos usuários

Em segundo lugar, vamos nos colocar no lugar de quem tem a tarefa de organizar um conteúdo gerado pelos usuários.

Como saber se os posts dos últimos 10 minutos são relevantes? Teríamos que contratar dezenas (ou centenas, milhares) de pessoas para ler os posts, assistir aos vídeos e classificar estes conteúdos. Bem, se o público pode dar a sua opinião, por que não contar com ele para a tarefa? Quando você dá a sua opinião em relação a um conteúdo está, queira ou não, “trabalhando” para os editores do site. Está ajudando o site a públicar um conteúdo melhor e mais popular. Está ajudando a comunidade que publica ali. Em última análise, está ajudando a si mesmo, já que também é leitor do mesmo site.

Onde está o problema então?

Quem tem medo das recomendações?

Recomendações são usadas em um sem-número de sites, incluindo o seu buscador preferido. Através delas jornais online organizam a prioridade de suas notícias: as mais votadas ganham as ?primeiras páginas?… as menos ficam, talvez para sempre, no miolo recôndito de um site com milhares de outras notícias.

A respeito das possíveis conseqüências do uso dessas recomendações, gostaria de fazer duas observações.

A primeira é a de que este procedimento pode estabelecer, dependendo do modo como é implementado, um sistema de retro-alimentação. Se uma notícia ganha a primeira página, ela será vista mais vezes e, conseqüentemente, terá mais chances de ser bem votada e continuar na primeira página.

O oposto se dá com as notícias que caem no “miolo” do site: menos visibilidade, menos votos… quando percebem, encarnam Edmond Dantès no Castelo de If: calabouço eterno. As notícias mais populares, nesse contexto, se comportam como ditadores sulamericanos que teimam em não abandonar o poder. Só que, nesse caso, curiosamente, através do voto…

Essa tendência, penso, não é das melhores coisas que podem acontecer a um site divulgador de notícias.

A segunda observação é que o uso de recomendações pode se dar em função de vários motivos. Os sites, como se sabe, têm donos. Acredito, sinceramente, que a motivação que fez alguns deles optarem por mecanismos de recomendações seja das mais nobres: oferecer uma maior liberdade aos usuários, dar voz à massa de usuários anteriormente muda, ou uma vontade legítima de estar em sintonia com o espírito de seu tempo. Este espírito existe, e estou consciente disso.

Mas há uma outra hipótese. E ela indica a possibilidade de que esta classificação por meio de recomendações esteja lá simplesmente a serviço da audiência. Afinal, se um site, em virtude de sua natureza interativa, consegue apurar junto ao seu público o que ele quer ver, ler ou ouvir… por que não colocar este conteúdo à sua disposição? Dar ao povo o que o povo quer… Este é o sonho de quase todo diretor de programação de canal televisivo: disponibilizar para o público o que ele quer, uma espécie de ibope instantâneo e infalível. O resultado disso: audiência, ou seja, mais receita, anunciantes, links patrocinados, etc.

Não tenho absolutamente nada contra os modelos de negócios desses sites: eles têm que sobreviver, e fazem muito malabarismo oferecendo muito em troca de quase nada. Mas é fundamental perceber que oferecer-ao-usuário-o-que-ele-quer pode ser uma estratégia que nada tem de altruísta ou desinteressada. Pois junto com a audiência, algumas vezes, vai também o predomínio de um conteúdo superficial, vazio, repetitivo. Exatamente como acontece com a TV. Por que será que (quase) todos os programas vespertinos de TV do domingo são o que são? Eles dão ao público o que ele quer… Por que os vídeos mais vistos do YouTube são o do gatinho engraçado e o do ator que comete uma gafe? Enfim, a banalização do conteúdo é sempre um risco. O problema é que os mecanismos de recomendação às vezes podem favorecê-los e criar um círculo vicioso de conteúdo superficial e banal.

Quero aproveitar para dizer que sou um entusiasta da web 2.0, da folksonomia, e dos sites que usam recomendações como índice de organização de seu conteúdo. Acho ótimo que tenhamos ferramentas que permitem dar voz aos usuários e deixar emergir padrões de informação dentro dos sistemas que as abrigam.

Ao mesmo tempo, isso não quer dizer que eu ache que esses mecanismos funcionem sempre.

Google Chrome OS

Ontem, dia 7 de julho, o Google anunciou o lançamento do Google Chrome OS, um sistema operacional feito para facilitar o uso de aplicativos online através do navegador Chrome, já lançado pelo Google anteriormente. Esta perspectiva de um sistema operacional mínimo, extremamente rápido e que viabiliza o uso da rede como plataforma de software é o sonho de vários visionários. Tim O’Reilly, em seu famoso artigo “What is web 2.0”, de 2005, já anunciava a necessidade de usarmos a web como plataforma.

As principais características do novo OS do Google são:

  • O sistema é de código aberto (Open Source) e o Google já chamou a enorme comunidade de programadores voluntários para participar do projeto
  • Leveza e rapidez (boot deve demorar poucos segundos)
  • Extrema facilidade de uso
  • Focado, inicialmente, em netbooks (notebooks com pouca capacidade de processamento, feitos para se utilizarem de aplicativos na rede)
  • Distribuição prevista para o segundo semestre de 2010.

A iniciativa do Google pode mudar a cara da computação no mundo, principalmente no que diz respeito à característica Open Source do projeto. Uma arquitetura aberta, acessível (tanto em termo de usabilidade quanto de preço do consumidor) e sempre em desenvolvimento é amplamente desejada pela comunidade como um todo.

A grande barreira que há quanto à adoção de OSs Linux é a sua relativa falta de acessibilidade ao público leigo e a falta de softwares compatíveis em vários nichos. Se a plataforma migra para a rede, estas dificuldades passam a ser secundárias e há o real risco do novo OS do Google se tornar bastante popular.

Não há, ao que se sabe, nenhuma iniciativa de outros fabricantes de sistemas operacionais (Microsoft, Apple) em desenvolver um sistema voltado para aplicativos na rede, fora a iniciativa da MS com seu Office Live (pacote de aplicativos Office que rodam na rede).

Resta saber a reação destas duas gigantes com o lançamento de um OS concorrente do Google. Só para levantar um assunto atual: será que o Windows 7 terá sua política de distribuição e preços modificada? Será que o Google é a nova Microsoft, desta vez, baseada na rede?

De nossa parte, damos as boas vindas a mais uma iniciativa de código aberto do Google, que tem o potencial de modificar o jeito como usamos a rede em nosso dia-a-dia. É nossa opinião que algo tão importante como o sistema operacional não deve ser de código fechado… enfim, esperemos pelo melhor.

Overstream: legendas para o povo!

Carambólicos anônimos, animai-vos! Depois de ver vários vídeos no YouTube e Google Video, lamentava não ter legendas um português para poder usar em aula. Bem, fiquei feliz em saber que um serviço chamado Overstream tem uma ferramenta bastante razoável para se criar e atachar legendas para vídeos nestes sítes.

Acabei de fazer a minha primeira experiência e deu tudo certo. A curva de aprendizado do editor de legendas é relativamente baixa e a publicação é facilitada pelo próprio site. Depois de terminar sua legende você pode copiar o código HTML e colar em seu site ou blog, do mesmo modo como o próprio YouTube faz.

Se quiserem ver o resultado de minha primeira tradução, sejam bem-vindos!

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