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TED talk: Dan Philips questiona projeto e ideologias

Neste palestra o construtor Dan Philips começa nos mostrando soluções curiosas e engraçadas de projeto, em suas casas esquisitas, usando materiais reciclados. Mas sua palestra não é um show de soluções estranhas. Ele parte desta exposição para questionar a forma de construir, a relação dos materiais com a natureza, questiona a nossa forma de usar estes materiais e mesmo a estética da simetria e da uniformidade, ponto de partida de nossos projetos arquitetônicos e da industrialização que suporta estes projetos.

Com referências as mais variadas, de Sartre a Nietzsche, nos coloca na parede, desconstruindo uma série de conceitos e nos evoca e nos recosntruirmos ideologicamente para depois nos projetarmos em nossas próprias construções, materiais ou não.

Uma palestra das mais instigantes do TED, que toca em pontos fundamentais das noções de projeto e de design.

Data visualization: terceira parte

O processo de construção de um software pela indústria de software já é bastante documentado: ele percorre etapas pré definidas, conta com equipes que cuidam de diferentes aspectos do software e assim por diante, tudo organizado numa perspectiva racional e previsível. Mas como será que um software open source é construído? Qual dinâmica realmente acontece? Quantas pessoas estão envolvidas? O grupo de pessoas muda conforme o trabalho se desenvolve? Existem momentos de pico? Por que alguns projetos dão certo e outros, talvez a maioria, morrem na praia?

Um ótimo documento, para quem quer estudar o assunto, é o artigo The Cathedral & the Bazaar que compara estas formas de elaboração de software à construção ordenada e planejada de uma catedral e ao aparente caos de um bazar (loja onde produtos se amontoam uns sobre os outros).

Mas para verificar se os modelos conceituais correspondem de fato ao que acontece,  Michael Ogawa e o um grupo de colaboradores, produziram um software chamado Code Swarm (enxame de código) que lê o log de um projeto open source e monta uma visualização do processo, deixando vários aspectos do projeto colaborativo à mostra. A observação cuidadosa do processo pode servir para responder a algumas perguntas e melhorar futuros projetos.

O projeto utiliza a linguagem e o ambiente computacional Processing, desenvolvido inicialmente por Ben Fry e Casey Reas. Abaixo você pode ver a dinâmica do desenvolvimento do software Apache, o servidor HTTP mais usado no mundo, feito em código aberto. No site de Michael você pode ver também o desenvolvimento do Eclipse (software de edição de código), PostGre (um gerenciador de banco de dados) e do Python (linguagem de programação).

Se você não acompanhou, veja também o primeiro e o segundo post da série sobre data visualization.

code_swarm – Apache from Michael Ogawa on Vimeo.

Repare como a aparente desorganização absoluta guarda uma ordem subjacente. Sem o software de Ogawa esta “ordem” provavelmente seria muito mais difícil de ser observada. Bem, pensar em como desvelar uma ordem ou um sentido que dorme por detrás de números e dados sem sentido é a tarefa da área de visualização de dados ou, data visualization.

ps. Se você se aventura um pouco com programação, não dê as costas ao Processing. Baixe o pacote e veja as demonstrações. É uma linguagem que está sendo cada vez aceita no terreno da visualização de dados e que, acreditem ou não, é fácil de lidar. Se você já fez algo em ActionScript por exemplo, vai se dar bem com o Processing…

Data visualization: segunda parte

No primeiro post desta série falei um pouco sobre como é difícil para nós ligar um gráfico (ou seja, uma visualização de dados) a um significado que faça sentido em nossas vidas. David MacCandless é um jornalista apaixonado por descobrir padrões de significado em gráficos aparentemente neutros. É dele o gráfico do post anterior.

Veja como ele faz para interpretar e explicar gráficos complexos e colocá-los em perspectiva, de forma a gerar um conteúdo rico para que entendamos melhor o mundo em que vivemos.

Depois veja também o terceiro post da série.

Data visualization, primeira parte

A área de data visualization está crescendo a cada ano e promete ser um campo de concentração de designers e programadores. O motivo é óbvio, pois o problema da disponibilização de dados está resolvido: todos podem publicar dados da forma que quiserem. Os problemas hoje são outros: fazer com que estes dados cheguem a quem os procura (ou seja, classificar e organizar estes dados) e fazer com que eles façam sentido para quem os acessa.

Quando dou alguma aula sobre design de informação meus alunos geralmente tem uma dificuldade enorme de entender que a informação não traz consigo seu sentido. Ou seja,o sentido que vai se forma “lá na frente” depende de um monte de coisas: do contexto em que os dados são apresentados, o repertório informacional prévio de quem o consulta, e, finalmente, a forma como os dados são apresentados. Dependendo do modo como se apresenta uma informação ela pode significar uma coisa ou outra completamente diferente. É aí que o arquiteto de informação tem um papel fundamental. E, dentro desta área, a de visualização de informação.

Veja também os posts partes doistrês sobre data visualization

Vejam aí estes dois exemplos.

Information is beautiful!

TED talk: Emily Pilloton faz design com a comunidade

A designer Emily Pilloton mudou-se para a área rural de Bertie County, na Carolina do Norte, para participar de um audacioso experimento de transformação da comunidade liderada pelo design. Ela está ensinando uma classe de design e construção chamada Studio H que envolve mente e corpo de alunos do ensino médio enquanto os conduz a um design inteligente e novas oportunidades para o condado mais pobre do estado.

Uma iniciativa interessante do que poderíamos chamar de metadesign: em vez de projetar diretamente a solução, a estratégia é de envolver a comunidade para que ela se envolva no projeto.

Dois serviços para otimizar a sua conta do Gmail

Recentemente, nesta altura do ano em que todo mundo está um pouco mais tranquilo, resolvi fazer uma limpa no minha conta do Gmail e pesquisei um pouco se existia alguma forma de fazer isto de uma forma um pouco mais automatizada. No fim, topei com alguns serviços legais. Dois deles acabei usando.

O primeiro é o Gmail Backup, um software que roda em seu micro e que baixa e faz backup dos seus e-mails. Como o limite da minha conta já estava um pouco alto, fiz backup dos anos passados. Você baixa o software, cadastra sua conta e ele baixa e-mail por e-mail, com anexo e tudo, e guarda com extensão .eml. Você pode, por exemplo, mandar fazer backup por data, e zipar todos os seus e-mails de 2007, liberando um espaço considerável.

O outro é o FindBigMail, um recurso que cria alguns labels em sua conta, filtrando mensagens em 4 categorias:

  • > 100Kb,
  • > 500Kb,
  • > 2Mb e
  • Top.

Assim, você pode listar suas mensagens mais pesadas de dentro de sua conta do Gmail e apagar aquelas que não vão ser mais usadas, liberando um bom espaço na conta.

Os dois serviços são gratuitos e aceitam doações. Boa faxina!

HTML5, em direção a uma comunicação máquina para máquina

Achei muito bacana as implementações do HTML5 que já foram absorvidas pelos navegadores e estou a espera das que ainda virão. Vários recursos foram disponibilizados dos quais só vamos tirar proveito na medida em que navegadores e desenvolvedores forem, lentamente, se adaptando à nova versão.

Gostaria, neste artigo, de comentar uma característica do HTML que julgo bastante importante. Até a versão 4, o HTML se voltava para uma marcação de hipertexto para o usuário, o sujeito que fica operando o dispositivo que lê o documento HTML. Desta vez, no entanto, existe uma ênfase em deixar este conteúdo mais inteligível não só para humanos mas também para máquinas. Explico.

Os indexadores (crawlers) dos mecanismos de busca lêem a sua pagina HTML e determinam diferentes graus de importância ao conteúdo disposto nela conforme as tags HTML. O texto que está entre um comando <h2> e </h2> por exemplo, é um título, e deve ter um peso maior que o texto colocando entre um <p> e um </p>.

Agora com tags como <section>, <aside> e <article>, <footer> os mecanismos de busca vão poder separar diferentes partes de conteúdo e indexá-las de forma diferente. O resultado é que as buscas na web serão mais eficientes e detalhadas. E, como se sabe, a web é uma repositório imenso de informação, o grande desafio é classificar e organizar esta informação, tarefa que o Google tem cumprido, até agora, com grande sucesso.

Sendo assim, que seja bem-vinda a nova versão e esperar que os desenvovedores, designers e estudantes de design se voltem para a compreensão do HTML5.

Estamos aqui, no Carambola, pensando em fazer um breve curso de HTML5 em breve.

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