Navegação tÃpica das apresentações corporativas tradicionais, geralmente feitas em PowerPoint, onde o conteúdo é apresentado em uma ordem pré determinada e linear, não havendo opções de navegação. Os famosos wizards de instalação de software também seguem uma estrutura pré determinada e linear. Neste caso, a navegação tende a ser monótona e lenta, já que tem que passar por vários nós até chegar a um determinado nó: não há possibilidade de "pulos".
Navegação tÃpica dos sites no inÃcio da web, onde o usuário era levado a voltar à página principal...
O uso do botão "voltar" hoje é condenável, já que força o usuário a percorrer um caminho pré-determinado, em vez de lhe dar autonomia. Navegação tende a ser monótona, já que passa pelo mesmo nó a toda hora.
Navegação tÃpica de pequenos sites comerciais, onde cada nó dá ao usuário a oportunidade de se deslocar a cada um dos outros nós disponÃveis, através de um menu principal.
Em sites mais complexos este tipo de navegação não é tão prático, pois exige um menu muito extenso e complexo.
Repare que, em contraste com a topologia matriz representada acima, não há nó central, por onde todos os links passam.
Quando o site ganha mais nós e maior complexidade, opta-se por uma navegação com algum tipo de hierarquia.
Repare que em alguns casos pode-se ir de um nó a outro diretamente, em outros casos não. O que determina esta "proximidade" é, geralmente, a afinidade de conteúdo. A navegação interna a um menu pull-down coloca alguns nós abaixo de outros, gerando, assim, uma hierarquia, a qual deve espelhar a hierarquia de informação do próprio site.
Na prática, quase todo site com uma certa complexidade, parte para uma estrutura hÃbrida de navegação, que combina outras estruturas em seu interior. Para cada conteúdo é usado um tipo de navegação que seja mais eficiente, ou seja, a navegação é pensada a partir do conteúdo que tem que ser transmitido.
Fala-se muito na não-linearidade das arquiteturas de rede. Vamos agora discutir um pouco a este respeito.
A partir do uso do modelo newtoniano, as ciências em geral se acostumaram a olhar para o mundo isolando os fenômenos que são passíveis de análise e estudo. Estes fenômenos — e somente estes — foram dissecados e se submeteram mansamente aos preceitos deterministas. As leis deterministas prescrevem que para cada ação haja uma reação proporcional. Se jogarmos uma bola de determinado peso para se chocar com outra, esta última se deslocará em proporção a algumas propriedades da primeira (velocidade e massa, por exemplo).
Mas se, por exemplo, depositarmos grãos de areia num montinho, durante algum tempo nada ocorre. Num dado momento, ocorre um deslizamento. Como explicar o fato de que o deslizamento foi totalmente desproporcional ao depósito de um ou dois grãos a mais de areia? Como poderíamos calcular o momento em que deve ocorrer o deslizamento? Nos termos atuais diríamos que a não-linearidade entre ação e reação deste fenômeno é evidente. Ora, esta não-linearidade não é facilmente abarcada pelo modelo determinista.
Em outras palavras: se, por um lado, a ciência se especializava em determinar, por exemplo, a distância percorrida por um objeto lançado por um canhão, ela falhava em prever o comportamento de populações de animais ou os detalhes de suas fisiologias, falhava em resolver os problemas que envolvem a complexidade das grandes cidades ou a não-linearidade da dinâmica do clima e das condições meteorológicas. Falhava mesmo em determinar a forma final de uma duna de areia quando exposta ao vento ou ao movimento do mar. Sempre que uma quantidade de variáveis muito grande se apresentava ao ferramental científico clássico, este se mostrava insuficiente ou titubeante.
Sendo assim, cabe agora a pergunta:
Ora, se pensamos de forma altamente complexa e não-linear, por que deveríamos navegar de forma linear? Se o usuário frequentemente navega na rede de uma forma imprevisível até para ele mesmo, por que deveríamos forçá-lo a percorrer um caminho pré determinado? Enfim, a web simplesmente não foi feita para ser percorrida de forma linear. Assim, se optamos por topologias lineares, temos que ter uma justificativa bastante boa.